O fraco desempenho das economias regionais, a falta de programas efetivos de assistência social e o emprego precário estão na origem destes resultados, que vão demorar anos a reverter
O fraco desempenho das economias regionais, a falta de programas efetivos de assistência social e o emprego precário estão na origem destes resultados, que vão demorar anos a reverterSe a atual tendência se mantiver, seis milhões de latino-americanos correm o risco de cair este ano na vulnerabilidade e exclusão da pobreza extrema, segundo estimativas da Comissão Económica para a américa Latina e Caraíbas (CEPaL). as previsões indicam que 2019 deve terminar com mais 27 milhões de pobres do que em 2014, sendo que 26 milhões estarão em situação de pobreza extrema. É a pior situação de exclusão, vulnerabilidade e carência. as pessoas podem passar de uma situação para outra caso percam o emprego, enfrentem uma doença catastrófica ou se houver um desastre, afirmou a diretora de desenvolvimento social da CEPaL, Lais abramo, lamentando o facto de cada vez haver mais pessoas na américa Latina em cujos lares o rendimento per capita não é suficiente para comprar uma cesta básica alimentar. Segundo os dados recolhidos pela organização, a pobreza extrema afeta principalmente meninos, meninas e adolescentes, mulheres, pessoas indígenas e afrodescendentes, moradores de áreas rurais e desempregados e o seu aumento deve-se sobretudo às situações registadas no Brasil e na Venezuela. Nos restantes países, a tendência dominante no período entre 2014 e 2018 foi de diminuição, devido, principalmente, a um aumento das receitas com trabalho para famílias com menos recursos, mas também a transferências públicas dos sistemas de proteção social e privadas, como as remessas em alguns países, adiantou a CEPaL.