Em duas décadas, o número de migrantes quase que duplicou. Dois terços destas pessoas são considerados migrantes de mão-de-obra. Os Estados Unidos da américa continuam a ser o principal país de destino
Em duas décadas, o número de migrantes quase que duplicou. Dois terços destas pessoas são considerados migrantes de mão-de-obra. Os Estados Unidos da américa continuam a ser o principal país de destinoO Relatório de Migração Global 2020, divulgado esta semana pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), revela que o mundo tem hoje cerca de 272 milhões de migrantes internacionais, sendo que dois terços são considerados migrantes de mão-de-obra. Há 20 anos, quando foi feito o primeiro estudo do género, havia 150 milhões de migrantes. Os Estados Unidos da américa continuam a ser o principal país de destino dos migrantes internacionais, posição que mantêm desde 1970. Desde então, o número de estrangeiros nascidos no país mais do que quadruplicou, de menos de 12 milhões para quase 51 milhões em 2019. a alemanha, o segundo principal destino de migrantes, também registou um aumento ao longo dos anos, de 8,9 milhões em 2000 para 13,1 milhões em 2019. Os cinco principais países de destino de migrantes internacionais incluem ainda arábia Saudita, Rússia e Reino Unido. Segundo a OIM, o número e a proporção estimados de migrantes internacionais já superam, e muito, algumas projeções feitas para o ano de 2050, que eram da ordem de 230 milhões. O relatório destaca como é difícil prever a escala e o ritmo da migração internacionais, uma vez que está diretamente ligada a eventos extremos, como a forte instabilidade, crise económica ou conflito. Outras influências incluem tendências de longo prazo, como mudanças demográficas, desenvolvimento económico, avanços na tecnologia de comunicações e acesso a transportes. Para antónio Vitorino, diretor-geral da agência, existe uma obrigação de desmistificar a complexidade e a diversidade da mobilidade humana e entender como este fenómeno está a provocar uma mudança global, dada a sua relevância para os Estados, comunidades locais e indivíduos. Em 2019, a Europa e a Ásia receberam, cada um, cerca de 82 milhões e 84 milhões de migrantes internacionais, respetivamente, o que representa 61 por cento do número total mundial de migrantes internacionais combinados. O relatório revela ainda que, até ao final de 2018, havia um total de 25,9 milhões de refugiados em todo o mundo. Este índice é o mais alto já registado, embora a taxa anual de crescimento tenha diminuído desde 2012. Outras 3,5 milhões de pessoas procuravam proteção internacional e aguardavam a determinação de seu estatuto de refugiado. Em 2018, aproximadamente 2,1 milhões de pedidos de asilo foram apresentados aos Estados ou ao alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (aCNUR).