Encontro pretende sensibilizar e formar ativistas para lidar com uma doença que gera exclusão social por falta de conhecimento. Participam os representantes de todos os países africanos de língua Oficial Portuguesa
Encontro pretende sensibilizar e formar ativistas para lidar com uma doença que gera exclusão social por falta de conhecimento. Participam os representantes de todos os países africanos de língua Oficial Portuguesa O governo moçambicano, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), promove uma conferência em Maputo, Moçambique, entre esta quarta-feira, 27 de novembro, e a próxima sexta-feira, para transmitir conhecimento sobre as pessoas com albinismos aos representantes de todos os Países africanos de Língua Oficial Portuguesa (PaLOP). Segundo os organizadores, existe uma clara escassez de ativistas formados em questões relacionadas com as pessoas com albinismo, o que provoca a exclusão social, do que é exemplo o facto de não existirem dados oficiais sobre a doença.com este encontro, pretende-se reforçar o trabalho de sensibilização sobre o tema, para combater a marginalização. Só em Moçambique, estima-se que há entre 20 a 30 mil pessoas com albinismo, muitas delas com condições de saúde agravadas devido à falta de pigmentação na pele, olhos e cabelo, tornando-as mais claras. O cancro da pele é uma das principais causas de morte entre pessoas com albinismo na África subsaariana, estimando-se que muitas morram prematuramente entre os 30 e 40 anos. além destes problemas de saúde, associados à doença, as pessoas que sofrem de albinismo são também vítimas de perseguições, violência e discriminação devido a mitos e superstições – especialmente quando são crianças -, o que as coloca entre os grupos que mais sofrem de violações de direitos humanos.