Só este mês já foi contabilizada a morte de pelo menos 80 civis na região de Beni. Há ainda a lamentar um número indeterminado de pessoas sequestradas, casas queimadas e saqueadas
Só este mês já foi contabilizada a morte de pelo menos 80 civis na região de Beni. Há ainda a lamentar um número indeterminado de pessoas sequestradas, casas queimadas e saqueadas a Conferência Episcopal Congolesa (CEC) emitiu um comunicado a manifestar preocupação com a situação dramática que se vive nas províncias do Kivu do Norte e Kivu do Sul, no leste da República Democrática do Congo (RDC) e a apelar ao governo, ao exército e aos organismos das Nações Unidas que elaborem um plano conjunto para pacificar a região. a violência, atribuída aos rebeldes ugandeses, tem vindo a agravar-se nas últimas semanas e, só no mês de novembro, já se registou a morte de pelo menos 80 civis na zona de Beni, além dos vários casos de sequestros, de casas queimadas e de saques. a população, já abalada pela epidemia de ébola, tem-se manifestado nas ruas, exigindo mais segurança. É inaceitável que há décadas a dignidade da pessoa e a vida humana são constantemente ameaçadas num país em que as instituições estatais e as organizações internacionais presentes deveriam proteger a população, refere a nota episcopal, assinada pelo bispo de Kisangani, Marcel Utembi Tapa, e presidente da CEC. No documento, os bispos fazem um apelo ao governo central, ao exército e à Missão das Nações Unidas na RDC (MONUSCO) para elaborarem um plano conjunto a fim de pacificar a região, restabelecer a autoridade do Estado, garantir ajuda humanitária às populações vítimas dos confrontos e renovar o diálogo nacional.