Para manter viva a esperança de limitar o aquecimento global a mais 1,5 graus centígrados, é necessário reduzir para mais de metade as emissões de gases de efeito estufa até 2030
Para manter viva a esperança de limitar o aquecimento global a mais 1,5 graus centígrados, é necessário reduzir para mais de metade as emissões de gases de efeito estufa até 2030 a mensagem é clara e nunca foi tão alarmante. O mundo já não pode adiar mais a tomada de medidas radicais para reduzir as emissões de CO2, se quer evitar uma catástrofe climática. Segundo o relatório anual do Programa das Nações Unidas para o Meio ambiente (PNUMa), divulgado esta terça-feira, 26 de novembro, para se manter viva a esperança de atingir os objetivos estabelecidos no acordo de Paris, é necessário atuar já e reduzir 55 por cento das emissões de gases de efeito estufa até 2030. Se as emissões de CO2 continuarem ao ritmo atual, o planeta poderá sofrer um aquecimento de 3,4 a 3,9 graus centígrados até ao final do século. E mesmo que os Estados signatários do acordo de Paris respeitem os seus compromissos de redução de emissões, os termómetros subiriam 3,2 graus centígrados. No entanto, o PNUM a admite que ainda é possível permanecer abaixo do aumento de dois graus, desde que os países tripliquem as suas ambições em relação ao ponto dois do acordo e quintupliquem em relação ao ponto dois, e tomem ações imediatas. Dez anos de procrastinação climática conduziram-nos a esta situação, lamentou a diretora da agência, Inger andersen, recordando que em 2018 se atingiu um novo recorde de 55,3 gigatoneladas de CO2, que o mundo aqueceu um grau centígrado e que os últimos quatro anos foram os mais quentes jamais registados, o que levou à multiplicação de catástrofes climáticas.