Secretário-geral das Nações Unidas lança apela aos governos, ao setor privado e à sociedade civil para que tomem uma posição firme contra a violência sexual e o preconceito em relação às mulheres
Secretário-geral das Nações Unidas lança apela aos governos, ao setor privado e à sociedade civil para que tomem uma posição firme contra a violência sexual e o preconceito em relação às mulheres Uma em cada três mulheres e meninas no mundo é vítima de algum tipo de agressão. Neste Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, 25 de novembro, o secretário-geral das Nações Unidas, antónio Guterres, pede uma maior solidariedade com os sobreviventes, ativistas e defensores dos direitos das mulheres, e maior empenho da comunidade internacional para acabar com a violência e o preconceito de género. Segundo dados da ONU, a maioria dos atos de violência física ou sexual são cometidos por um parceiro. Metade das mulheres mortas em todo o mundo foram assassinadas por parceiros ou familiares, e, em comparação, apenas um em cada 20 homens foram mortos nas mesmas circunstâncias. apenas 52 por cento das mulheres casadas têm liberdade para tomar decisões sobre relações sexuais, uso de contracetivos e assistência médica, e em todo o mundo, quase 750 milhões de mulheres e meninas casadas contraíram matrimónio antes de completar 18 anos. ao mesmo tempo, 200 milhões foram submetidas a mutilação genital feminina. Cerca de 71 por cento de todas as vítimas de tráfico de seres humanos são mulheres e meninas, e três em cada quatro são exploradas sexualmente. Para antónio Guterres, a violência contra mulheres e meninas está entre as violações de direitos humanos mais horríveis, persistentes e generalizadas do mundo, sendo a impunidade perpetuada por várias questões como o estigma, a falta de denúncia ou a má aplicação da lei. além disso, a violação ainda é usada como uma terrível arma de guerra. as Nações Unidas têm o compromisso de acabar com todas as formas de violência contra mulheres e meninas, enquanto que os governos, o setor privado e a sociedade civil devem tomar uma posição firme contra a violência sexual e a misoginia, apela o líder da ONU, realçando que existem mais mulheres com problemas de saúde causados pela violência do que por acidentes de trânsito e malária juntos.