« a história oral devolve a história às pessoas, nas suas próprias palavras. E ao dar-lhes um passado, ajuda-as também a caminhar para um futuro construído por elas mesmas»
« a história oral devolve a história às pessoas, nas suas próprias palavras. E ao dar-lhes um passado, ajuda-as também a caminhar para um futuro construído por elas mesmas»No âmbito das comemorações do 25. º aniversário da Direção-Geral dos assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas (DGaCCP), estrutura central do Ministério dos Negócios Estrangeiros que coordena e executa as ações relativas à política de apoio às Comunidades Portuguesas, o governo português lançou no início do ano a iniciativa Memórias da Emigração e das Comunidades Portuguesa. a ação, dinamizada pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas – Nova FCSH, tem como principal objetivo identificar, mapear, registar e patrimonializar os testemunhos de vida, as memórias e objetos de todos aqueles que participaram e participam da diáspora portuguesa, constituindo um espaço de encontro e de reflexão acerca do importante papel das comunidades portuguesas no mundo. a iniciativa de enorme alcance e relevância, dado que simultaneamente procura dignificar e reconhecer a herança e as potencialidades das comunidades portuguesas, é aberta à participação de todos que se revejam nestes compromissos, e que queiram contribuir com as suas histórias e recordações para uma melhor compreensão da memória e a identidade de Portugal no Mundo. Uma das iniciativas mais notórias ligadas a este projeto colaborativo decorreu na semana passada, entre os dias 13 e 15, no decurso do 1º Encontro Memória para todos: História, Património e Comunidades, no Teatro aberto, em Lisboa.organizado pelo Centro República e o Instituto de História Contemporânea da Nova FCSH, em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa, o 1. º Encontro Memória para todos: História, Património e Comunidades, reuniu diferentes agentes, projetos e atividades empenhados na identificação, organização, curadoria, investigação e divulgação da memória e arquivos de e para comunidades. Entre as várias participações, destacou-se a do professor emérito de Sociologia da Universidade de Essex, Paul Thompson, um dos pioneiros da História Oral, que na obra a Voz do Passado, sustenta, inclusive ao nível das comunidades migrantes, que a história oral devolve a história às pessoas, nas suas próprias palavras. E ao dar-lhes um passado, ajuda-as também a caminhar para um futuro construído por elas mesmas.