Taxa de pobreza extrema passou de 10 para 85 por cento em quatro anos e a população continua a sofrer com a escassez aguda de alimentos e medicamentos. a atividade económica sofre uma contração de 65 por cento
Taxa de pobreza extrema passou de 10 para 85 por cento em quatro anos e a população continua a sofrer com a escassez aguda de alimentos e medicamentos. a atividade económica sofre uma contração de 65 por centoO Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que, até 2023, o número de migrantes e refugiados venezuelanos pode atingir os 10 milhões, o que, a verificar-se, superaria as crises de refugiados anteriores, como a da Síria ou a do afeganistão. Nos últimos cinco anos 4,6 milhões de pessoas abandonaram o país, das quais quase 3,8 milhões se radicaram em países da américa Latina e Caraíbas.com base nas tendências atuais () as nossas projeções indicam que o número total de migrantes [venezuelanos] poderá chegar aos 10 milhões em 2023. Se essas projeções se concretizarem, a migração em massa da Venezuela superaria as crises de refugiados anteriores, como a da Síria, na década de 2010, ou a do afeganistão, na década de 1980, referem os responsáveis do FMI. a inflação na Venezuela continua a subir a um ritmo galopante, com aumentos mensais de preços que se aproximam dos 100 por cento e fazem com as condições de vida dos habitantes se degradem cada vez mais. a taxa de pobreza extrema passou de 10 por cento em 2014 para 85 por cento em 2018, e a população sofre com a escassez aguda de alimentos e medicamentos. Esse cenário agrava-se pela forte queda da atividade económica, que se contraiu quase 65 por cento entre 2013 e 2019, adiantam os especialistas. Para fugir a esta dura realidade, o venezuelanos estão a deixar o país e a estabelecer-se nos países vizinhos, como a Colômbia, Peru, Equador, Chile e Brasil. apesar de pressionar os gastos fiscais e os mercados de trabalho regionais, a situação poderá trazer benefícios económicos aos países da américa Latina, pois com o tempo, estes migrantes podem contribuir para elevar o crescimento económico, assinala o FMI.