alta Comissária dos Direitos Humanos das Nações Unidas exige o fim das detenções arbitrárias e dos ataques aos defensores dos direitos humanos e aos opositores políticos
alta Comissária dos Direitos Humanos das Nações Unidas exige o fim das detenções arbitrárias e dos ataques aos defensores dos direitos humanos e aos opositores políticos a alta Comissária dos Direitos Humanos das Nações Unidas, Michelle Bachelet, manifestou-se preocupada com o evoluir da repressão na Nicarágua e exigiu ao governo de Daniel Ortega que ponha fim aos ataques aos opositores, depois da polícia e de elementos ligados ao regime terem cercado dois templos religiosos onde pelo menos duas dezenas de pessoas iniciaram uma greve de fome para reivindicar a libertação dos presos políticos. O governo deve terminar com a persistente repressão da dissidência e as detenções arbitrárias e se abster de criminalizar e atacar os defensores dos direitos humanos, opositores políticos e qualquer outra voz dissidente, afirmou Ruperto Colville, porta-voz da alta Comissária. Nove pessoas iniciaram uma greve de fome na segunda-feira, 18 de novembro, na Catedral de Manágua, quatro dias depois de um outro grupo de 11 mulheres fazerem o mesmo numa igreja de Masaya, ambos no âmbito de uma campanha pela libertação de uma centena de opositores detidos nas manifestações contra Ortega, que começaram no ano passado. Depois das forças policiais terem bloqueado os arredores da catedral nicaraguense, elementos partidários do governo invadiram o templo, respondendo com violência ao serem repreendidos por um padre e uma religiosa. Os grevistas conseguiram refugiar-se numa instalações anexas, mas continuam o protesto com muita angústia, denunciou a arquidiocese de Manágua em comunicado. Já a igreja San Miguel de Masaya continua cercada pela polícia, que impede o acesso aos grevistas. Os serviços de água e eletricidade mantêm-se cortados e pelo menos duas mulheres apresentaram sinais de fraqueza após seis dias sem comer, enquanto a Cruz Vermelha Internacional tenta obter autorização do governo para auxiliar os grevistas, adiantou José Merlo, porta-voz dos opositores.