aprovada a abertura de um inquérito para averiguar as eventuais responsabilidades penais nos casos denunciados por centenas de milhares de alegadas vítimas
aprovada a abertura de um inquérito para averiguar as eventuais responsabilidades penais nos casos denunciados por centenas de milhares de alegadas vítimasOs magistrados do Tribunal Penal Internacional (TPI) determinaram a abertura de uma investigação formal aos supostos crimes contra a humanidade cometidos contra a minoria rohingya na fronteira de Myanmar e Bangladesh, país onde se refugiaram mais de 700 mil pessoas dessa minoria muçulmana. a autorização para a abertura do inquérito responde às petições de centenas de milhares de vítimas, que insistiram de forma unânime na necessidade de uma investigação, alegando que só a jutiça e a prestação de conta podem garantir o fim da violência. Na decisão, os magistrados consideraram existir uma base razoável para crer que os atos sistemáticos de violência podem catalogar-se como crimes contra a humanidade e listou entre eles a deportação e a perseguição por motivos étnicos e religiosos contra a população rohingya. O período de averiguações não tem limite de tempo em pode durar o que os investigadores considerem necessário para obter as evidências. Se forem encontradas provas suficientes para presumir que indivíduos de forma particular cometeram atos de responsabilidade penal, a acusação pode solicitar aos juízes a emissão de citações ou ordens de detenção.