Três décadas depois da assinatura da Convenção sobre os Direitos da Criança, há ganhos históricos em áreas como a mortalidade infantil ou a educação, mas poucos progressos em relação às crianças mais pobres
Três décadas depois da assinatura da Convenção sobre os Direitos da Criança, há ganhos históricos em áreas como a mortalidade infantil ou a educação, mas poucos progressos em relação às crianças mais pobresOs avanços alcançados nos últimos 30 anos, após a adoção da Convenção sobre os Direitos da Criança, são assinaláveis, mas não têm sido uniformes. Nos países de baixos e médios rendimentos, as crianças das famílias mais pobres continuam com duas vezes mais risco de morrer de causas evitáveis antes de chegarem aos cinco anos, do que as das famílias mais ricas. Segundo um estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o mundo registou progressos históricos em áreas como a mortalidade infantil e a educação, mas houve pouca evolução em relação às crianças mais pobres. Na África subsariana, por exemplo, apenas metade das crianças das famílias mais carenciadas são vacinadas contra o sarampo, em comparação com 85 por cento dos menores das famílias mais ricas da região. Já em relação em relação ao casamento infantil, apesar do declínio nas taxas em todo o mundo, as meninas mais pobres de alguns países correm mais riscos hoje do que em 1989, adiantam os responsáveis da agência, sublinhando que fatores como a pobreza, discriminação e marginalização continuam a colocar em risco milhões de crianças mais desfavorecidas. O estudo alerta ainda que embora atualmente sejam imunizadas mais crianças do que nunca, a desaceleração nas taxas de cobertura de imunização na última década está a ameaçar reverter os ganhos conquistados na saúde das crianças. a cobertura vacinal contra o sarampo, por exemplo, estagnou desde 2010, contribuindo para o ressurgimento da doença mortal em muitos países.