Projeto foi iniciado há cinco anos para ajudar os migrantes retidos no Níger a voltarem aos seus países de origem. Quase metade das pessoas assistidas tinham entre 18 e 24 anos
Projeto foi iniciado há cinco anos para ajudar os migrantes retidos no Níger a voltarem aos seus países de origem. Quase metade das pessoas assistidas tinham entre 18 e 24 anos a Organização Internacional para as Migrações (OIM) atingiu este mês a marca de 40 mil migrantes retidos que aderiram ao Programa de Retorno Voluntário assistido e Reintegração, iniciado há cinco anos para ajudar os migrantes a regressar aos seus países de origem, a partir do Níger. O Níger é considerado um dos maiores países de trânsito que alimentam a Rota Central do Mediterrâneo, um caminho migratório que tem levado com frequência a abusos e exploração durante as viagens. Uma vez retidos no país, os migrantes dificilmente conseguem seguir viagem para norte ou regressar às suas terras de origem pelos seus próprios meios. a OIM criou seis centros de trânsito, abertos e voluntários, onde os migrantes recebem assistência, que inclui alojamento, alimentação, acesso a cuidados médicos e a documentos. Este ano, cerca de 65 por cento das pessoas assistidas chegaram sem nenhuma identificação nem documentos de viagem. Desde que as autoridades do Níger adotaram a lei que criminaliza a migração irregular, em maio de 2015, aumentaram os pedidos de assistência aos serviços da OIM para o retorno assistido. Segundo dados da agência da ONU, a maior parte dos migrantes registados nos centros de apoio são da África Central e Ocidental, em especial do Mali (24 por cento), Guiné (23), Senegal (nove) e Nigéria (cinco por cento). Quase metade dos estrangeiros assistidos eram jovens do sexo masculino, com idades entre os 18 e os 24 anos.