Em dia de peregrinação mensal e de celebração da dedicação da basílica da Santíssima Trindade, o vice-reitor do Santuário de Fátima demonstrou a Cova da Iria como um lugar onde se manifesta uma Igreja «orante, celebrante e peregrina»
Em dia de peregrinação mensal e de celebração da dedicação da basílica da Santíssima Trindade, o vice-reitor do Santuário de Fátima demonstrou a Cova da Iria como um lugar onde se manifesta uma Igreja «orante, celebrante e peregrina» a solenidade da dedicação da Basílica da Santíssima Trindade foi assinalada esta quarta-feira, 13 de novembro, em Fátima, data em que também decorre a peregrinação mensal do mês atual. O que hoje celebramos não é o feito arquitetónico de uma construção ou o aniversário deste edifício. Celebramos a dedicação desta igreja porque ela é expressão da verdadeira Igreja, que somos nós; porque este espaço nos dá a possibilidade de nos construirmos como Igreja, de nos sentirmos como irmãos e irmãs na fé, vindos de lugares diferentes; e porque ele nos permite experimentar a presença de Jesus no meio de nós.
as palavras foram proferidas por Vítor Coutinho, sacerdote e vice-reitor do Santuário de Fátima, na homilia da Missa a que presidiu na Basílica da Santíssima Trindade. Nós celebramos lugares na medida em que eles dizem a vida e tecem a nossa identidade comunitária. () Mais do que ser morada de Deus, este lugar é morada da Igreja viva, e, onde está esta Igreja feita de homens e mulheres, Deus também preenche os espaços da vida, disse o sacerdote, destacando a importância das igrejas de pedra enquanto símbolos que permitem a expressão viva de uma assembleia que quer ser sinal da presença de Deus.
De acordo com os serviços de comunicação do Santuário de Fátima, Vítor Coutinho recordou aos peregrinos a origem do Santuário de Fátima: uma consequência do pedido de Nossa Senhora relatado pelos pastorinhos, que visava a construção de uma capela no local onde os videntes viram a Mãe de Cristo. O sacerdote demonstrou depois aos peregrinos como aquele espaço erguido na Cova da Iria é também um local onde se faz experiência de uma Igreja orante, celebrante e peregrina.