Presidente boliviano renunciou ao cargo após semanas de protestos devido a alegadas ilegalidades nas eleições presidenciais. a demissão das autoridades que formavam a linha de sucessão deixou um vazio de poder
Presidente boliviano renunciou ao cargo após semanas de protestos devido a alegadas ilegalidades nas eleições presidenciais. a demissão das autoridades que formavam a linha de sucessão deixou um vazio de poderO Presidente boliviano, Evo Morales, apresentou a sua renúncia ao cargo este domingo, 10 de novembro, após semanas de protestos contra a sua reeleição e depois de perder o apoio das Forças armadas. a demissão foi celebrada nas ruas do país, que agora se encontra num vazio de poder depois das restantes autoridades que formavam a linha de sucessão constitucional também terem renunciado. Em reação à renúncia de Morales, o secretário-geral das Nações Unidas, antónio Guterres, apelou ao cumprimento do direito internacional, em especial os princípios fundamentais de direitos humanos, e pediu a todas as partes que se comprometam e encontrar uma solução pacífica para a crise atual e a garantir novas eleições transparentes e credíveis. Os resultados de uma auditoria da Organização dos Estados americanos (OEa) divulgados no domingo, que apontavam sérias irregularidades nas eleições, desencadearam os acontecimentos que levaram à renúncia de Morales. Durante a manhã, ao tomar conhecimento do relatório, o agora ex-Presidente anunciou novas eleições, mas a notícia não foi suficiente para conter a ira da oposição. Morales enfrentou durante o domingo uma avalanche de renúncias de altos funcionários, em alguns casos depois de terem tido suas casas incendiadas, e pela pressão decisiva dos militares e da polícia, que pediram sua renúncia. Pedimos ao Presidente de Estado que renuncie a seu mandato presidencial permitindo a pacificação e a manutenção da estabilidade, pelo bem de nossa Bolívia, disse o comandante-em-chefe das Forças armadas, general Williams Kaliman. a Bolívia enfrenta agora um vazio de poder, pela renúncia de todas as autoridades que formavam a linha de sucessão constitucional. a Constituição boliviana prevê que a sucessão começa com o vice-presidente, depois passa para o titular do Senado e depois para o titular da Câmara dos Deputados, mas todos eles renunciaram com Morales.