Presidente brasileiro revogou um decreto publicado há 10 anos que proibia o plantio desta espécie nas regiões da amazónia e Pantanal. ambientalistas encaram medida como um retrocesso na proteção dos biomas
Presidente brasileiro revogou um decreto publicado há 10 anos que proibia o plantio desta espécie nas regiões da amazónia e Pantanal. ambientalistas encaram medida como um retrocesso na proteção dos biomasO Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, revogou esta semana o decreto que proibia a plantação de cana de açúcar na amazónia e Pantanal e que estava em vigor desde 2009. a medida, corroborada pelos ministros da Economia e da agricultura, é encarada pelos ambientalistas como um retrocesso na proteção destes biomas delicados. Segundo a organização não governamental Observatório do Clima, ao revogar o anterior decreto, o governo ameaça biomas frágeis com a expansão predadora da cana de açúcar e joga na lama a imagem internacional de sustentabilidade que o etanol brasileiro conseguiu construir. Às agências internacionais, o Ministério da agricultura negou que a medida atente contra a preservação da amazónia e do Pantanal, destacando que desde 2009 foram adotadas distintas leis para a proteção dos biomas, como o Código Florestal de 2012, leis estaduais e o plano nacional de biocombustíveis, o RenovaBio, de 2017. Também a União da Indústria de Cana de açúcar (UNICa), que representa as principais unidades produtoras do centro-sul, destacou que o produtor é o maior interessado em adotar padrões de proteção ambiental, com a sustentabilidade de seus produtos desde o início até ao fim do processo produtivo.