Pelo menos 40 por cento dos conflitos internos no mundo estiveram relacionados com a exploração de recursos naturais, nos últimos 60 anos. Este tipo de conflitos tem duas vezes mais probabilidades de reincidência
Pelo menos 40 por cento dos conflitos internos no mundo estiveram relacionados com a exploração de recursos naturais, nos últimos 60 anos. Este tipo de conflitos tem duas vezes mais probabilidades de reincidência a exploração de produtos valiosos, como madeira, diamantes, ouro e petróleo, mas também de recursos escassos, como a água e a terra fértil, estiveram na origem de pelo menos 40 por cento dos conflitos internos registados nos últimos 60 anos, revela a diretora executiva do Programa das Nações Unidas para o Meio ambiente (PNUMa). Numa mensagem a propósito do Dia Internacional para a Prevenção da Exploração do Meio ambiente em Guerra e Conflitos armados, que se assinala esta quarta-feira, 6 de novembro, Inger andersen refere que os fatores ambientais raramente, ou nunca, são a única causa de conflitos violentos, mas podem estar implicados em todas as fases do ciclo do conflito, desde o início, à continuação da violência até às perspetivas de paz. Tendo em conta os possíveis efeitos das alterações climáticas, a líder do PNUM a alerta para a importância crescente de recursos não valiosos, como o acesso a água, a degradação dos solos, cheias e poluição, que podem aumentar diretamente as tensões e levar ao início de novos conflitos. Para evitar o agravar do problema, andersen considera fundamental uma nova postura da comunidade internacional para mudar a natureza dos conflitos, em que o papel dos recursos naturais e meio ambiente deve ser tido em consideração desde o início.