apesar do amplo consenso internacional sobre a inclusão da mulher em assuntos de paz e segurança, a concretização de progressos neste domí­nio continua lenta ou ainda demasiado atrasada
apesar do amplo consenso internacional sobre a inclusão da mulher em assuntos de paz e segurança, a concretização de progressos neste domí­nio continua lenta ou ainda demasiado atrasadaCom um apoio tão forte e um consenso tão alargado, um observador poderia pensar que as coisas estão a melhorar substancialmente. Porém, o triste é que o compromisso que sempre se reflete em torno deste tema não se traduz numa mudança real em todo o mundo, afirmou esta semana o secretário-geral das Nações Unidas, lamentando que, quase duas décadas depois da aprovação da resolução 1325, as mulheres continuem excluídas dos processos políticos e de paz. Segundo antónio Guterres, os acordos de paz são adotados sem ter em conta as necessidades e prioridades das mulheres e meninas, do total de ajuda bilateral em situações de conflitos apenas 0,2 por cento se destina a organizações de mulheres, continua a aumentar o número de ataques contra as defensoras dos direitos humanos e mantém-se a utilização da violência sexual como arma de guerra. O líder da ONU disse ter dado instruções concretas a todos os chefes de missões políticas e aos seus enviados especiais para o informarem sobre os seus esforços para promover a participação direta da mulher em todas as etapas dos processos de paz, e assegurou que a organização continua a trabalhar para acabar com a exploração e os abusos sexuais nas operações de manutenção de paz, procurando incrementar a participação das mulheres nas mesmas. Os incidentes de exploração e abuso sexual foram reduzidos para metade, e finalmente estamos a mudar a percentagem de mulheres na componente militar e policial das nossas operações. Tenho nomeado muito mais mulheres como chefes e sub-chefes de missão, e estamos a adotar medidas de emergência para alcançar a paridade de género, sublinhou Guterres.