Papa publicou um Motu Proprio a explicar que com as progressivas mudanças nas línguas modernas, nas culturas e sensibilidades sociais, não fazia sentido manter o termo «secreto» na designação
Papa publicou um Motu Proprio a explicar que com as progressivas mudanças nas línguas modernas, nas culturas e sensibilidades sociais, não fazia sentido manter o termo «secreto» na designaçãoO Papa Francisco publicou uma carta apostólica, sob a forma de Motu Proprio, onde altera a denominação do arquivo Secreto do Vaticano para arquivo apostólico do Vaticano. Segundo o Pontífice, com as mudanças linguísticas e as diferentes sensibilidades sociais, autilização do termo secreto só gerava mal entendidos. Enquanto perdurou a consciência da estreita ligação entre a língua latina e as línguas que dela originam, não havia necessidade de explicar ou até mesmo justificar o título “archivum Secretum”. Porém, com as progressivas mudanças semânticas nas línguas modernas e nas culturas e sensibilidades sociais de várias nações, de modo mais ou menos marcado, o termo “Secretum” ao lado de arquivo Vaticano começou a ser mal entendido, e interpretado de modo ambíguo, até mesmo negativo, explicou o Santo Padre. Para Francisco, a arquivo Secreto do Vaticano tem prestado um importante serviço à Igreja, à cultura e aos estudiosos de todo o mundo, o que fez com que obtivesse grande estima e reconhecimento, principalmente pelas progressivas aberturas da documentação à consulta por parte de pesquisadores. Por isso, não faz sentido continuar a chamar-lhe um arquivo secreto. Isso é exatamente o contrário do que o arquivo Secreto Vaticano foi e pretende ser, pois – como disse meu santo predecessor Paulo VI – este conserva “ecos e vestígios” da passagem do Senhor na história. E a Igreja não tem medo da história, aliás, ama-a, e gostaria de a amar mais e melhor, como Deus a ama!, sublinhou o Papa.