Enviado especial das Nações Unidas estima que o número de saídas do país atinja os 6,5 milhões de pessoas e alerta para a necessidade de um reforço do financiamento para enfrentar o fenómeno
Enviado especial das Nações Unidas estima que o número de saídas do país atinja os 6,5 milhões de pessoas e alerta para a necessidade de um reforço do financiamento para enfrentar o fenómeno a crise de migrantes venezuelanos na américa Latina pode piorar em 2020, quando se espera que atinja 6,5 milhões de pessoas, advertiu o enviado especial das Nações Unidas, Eduardo Stein, estimando também que seja necessário duplicar o financiamento para responder a este fenómeno. Segundo o representante da ONU, o número total de refugiados e migrantes venezuelanos, que em 80 por cento dos casos procuram refúgio nos países vizinhos, em particular na Colômbia, passará dos 4,5 milhões atuais para 6,5 milhões no próximo ano, aumentando a pressão sobre os países de acolhimento. Stein falava no início de uma conferência internacional em Bruxelas (Bélgica), cujo objetivo é chamar a atenção para esta crise migratória, considerada uma das maiores do mundo, e encontrar formas de apoio quer aos governos latino-americanos, quer aos migrantes que fogem da Venezuela. a comunidade internacional simplesmente não está a fazer o suficiente. E tenho a impressão de que não está suficientemente consciente da gravidade do problema, lamentou a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini. Neste momento, a Colômbia acolhe cerca de 1,4 milhões de venezuelanos, o Peru 860 mil, e o Equador 330 mil. Há ainda milhares de migrantes que fugiram da crise no Chile e Brasil. Esta situação sem precedentes está a gerar níveis crescentes de xenofobia nos países de acolhimento, alertou Eduardo Stein.