Desastres naturais e invernos rigorosos têm levado muita da população a deslocar-se para a capital à procura de melhores condições de vida. Mais de 600 mil vivem em tendas em situação de pobreza
Desastres naturais e invernos rigorosos têm levado muita da população a deslocar-se para a capital à procura de melhores condições de vida. Mais de 600 mil vivem em tendas em situação de pobrezaDepois do colapso dos sistemas de redes de segurança social e económica registados na sequência da dissolução da União Soviética, a Mongólia tem enfrentado um caminho de desenvolvimento irregular devido ao impacto dos desastres naturais, que incluem invernos extremamente frios, secas e inundações. Em consequência, a capital, Ulan Bator, converteu-se numa espécie de íman para os habitantes que procuram segurança, melhores oportunidades económicas e o acesso a serviços sociais. Neste momento, a cidade aloja 1,4 milhões de pessoas, aproximadamente metade da população do país, sendo que umas 600 mil vivem em tendas e em situação de pobreza. Para melhorar a compreensão e gestão deste fenómeno, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) lançou um projeto a quatros anos, financiado pela agência para a Cooperação e Desenvolvimento da Suíça, que visa ajudar o governo e a sociedade civil a reduzir a vulnerabilidade dos migrantes internos. Esta parceria será o agente impulsionador do mais importante objetivo deste projeto que é a criação de condições que permitam melhorar o bem-estar socioeconómico dos migrantes internos, promovendo o desenvolvimento inclusivo, as oportunidades económicas e a proteção social dos grupos vulneráveis, explicou o Chefe de Missão da OIM para a China e Mongólia, Giuseppe Crocetti.