Organizações sociais contabilizaram mais de 7. 000 pessoas sem habitação em Buenos aires. Mais de metade afirmaram estar a viver nas ruas pela primeira vez
Organizações sociais contabilizaram mais de 7. 000 pessoas sem habitação em Buenos aires. Mais de metade afirmaram estar a viver nas ruas pela primeira vez a grave crise económica que atravessa a argentina, com a inflação a ultrapassar os 37 por cento e a taxa de pobreza a situar-se nos 35,4 por cento, está a fazer aumentar o número de pessoas sem-abrigo nas ruas da capital, Buenos aires. a última recolha efetuada pelas organizações de apoio social contabilizou 7. 251 pessoas sem habitação, das quais 52 por cento afirmaram estar na rua pela primeira vez. Soledad Sánchez, 36 anos, tem sete filhos entre dois e 19 anos, e é avó de um bebé. Passa os dias sentada à porta de um supermercado, esperando que alguém lhe dê algo para comer. Em criança, chegou a viver na rua com a mãe, mas até fevereiro de 2018 conseguia pagar uma pensão para passar as noites com o que seu marido reciclador ganhava e com uma ajuda do governo. Quando perderam o subsídio, o marido suicidou-se. Há mais de uma década nas ruas, Francisco Omar Niubó, de 60 anos, nem sonha em deixar a galeria do hospital onde vive.começou a sofre com a falta de trabalho há 15 anos, até que o dinheiro que cobrava como pintor não deu mais para pagar a renda da casa. Durante o dia, percorre a cidade com uma caixa carregada de pincéis e vidros de tinta, na esperança que alguém peça para decorar um vitral ou fazer um cartaz. Mas a esperança é cada vez mais ténue. antes se dizia “Se Deus quiser”, mas parece que Ele está de férias, pois estamos passando fome, lamenta.