Prelados apelam a uma reforma urgente do sistema prisional para garantir que se baseia na justiça restaurativa. «Os presos só pedem para ser tratados como seres humanos», realçam
Prelados apelam a uma reforma urgente do sistema prisional para garantir que se baseia na justiça restaurativa. «Os presos só pedem para ser tratados como seres humanos», realçamO governo e os funcionários das prisões têm o dever de tratar os reclusos com dignidade. Não estou a recordar os direitos humanos, mas apenas a invocar a misericórdia. Os detidos não solicitam um tratamento especial como o reservado para os presos mais ricos da prisão de New Bilibid, em Muntinlupa. Só pedem para ser tratados como seres humanos, afirmou, esta semana, o vice-presidente da Conferência Episcopal das Filipinas. Em declarações à agência Fides, o bispo Pablo Virgilio David de Kalookan assinalou que muitos presos cometeram delitos menores, frequentemente em circunstâncias de extrema pobreza e desespero, e murcham na prisão por falta de educação, falta de assistência legal e pobreza, devido a um sistema judicial deficiente. alguns permanecem em reclusão muito depois de cumprida a pena, por coisas como a troca de expediente com o de outra pessoa. São formas corruptas de um sistema que premeia a ilegalidade, sublinhou. Segundo um relatório de uma comissão governamental, as condições dentro das cadeias filipinas estão a degradar-se: a superlotação das estruturas prisionais alcançou os 612 por cento, com uma população de 146 mil reclusos, quando a capacidade é para 21 mil. Nos últimos anos, a população prisional aumentou significativamente devido à cruzada anti-drogas movida pelo Presidente Rodrigo Duterte. a mesma comissão também dá conta de um aumento de casos de presos que contraíram doenças nos últimos três anos, por causa das más condições sanitárias. Por tudo isto, David de Kalookan considerou urgente reformar o sistema de gestão e justiça penal para garantir que se baseia na justiça restaurativa, como na maioria das sociedades civis.