Depois de um século de luta, os especialistas dizem ter a enfermidade controlada e próxima de ser erradicada, desde que se mantenham os programas de tratamento e prevenção
Depois de um século de luta, os especialistas dizem ter a enfermidade controlada e próxima de ser erradicada, desde que se mantenham os programas de tratamento e prevençãoTransmitida pela mosca tsé-tsé, a doença do sono provocou uma verdadeira hecatombe em solo africano no século XX, está a ponto de ser erradicada, desde que não se abrandem os esforços nas campanhas de prevenção e tratamento. Se não for diagnosticada e tratada a tempo, esta enfermidade pode ser mortal. Depois de um século de luta, a doença do sono está prestes a ser eliminada e já quase não é um problema de saúde pública em África. Mas é necessário não ceder ao esforço, afirmou às agências internacionais Dramane Kaba, médico e diretor do Instituto Pierre Richet, na Costa do Marfim. a Tripanosimiasis africana Humana (TaH), nome oficial da doença do sono, é causada por um parasita e se não for diagnosticada e tratada a tempo pode ser mortal. Depois de um período de febres altas e dores de cabeça, o paciente dorme de dia e não consegue pregar olho de noite, até entrar numa fase de loucura e ficar em coma, antes da morte. as autoridades sanitárias chegaram a pensar que a propagação da TaH estava superada, depois de uma grande campanha realizada entre 1920 e 1960, mas a vigilância relaxou e a doença reapareceu, sublinhou o clínico. Recorde-se, que na década de 1990, foram registados cerca de 300 mil mortos relacionados com a doença do sono. a TaH está presente apenas no continente africano, onde, em 2018, se registaram cerca de 1. 000 casos. a Costa do Marfim lidera a luta contra a doença, tendo detetado apenas oito pessoas infetadas, desde 2015. a Organização Mundial de Saúde (OMS) espera erradicar o problema até 2030.