Migrantes que fizeram a espinhosa viagem de África para a Europa por meios ilegais admitem que arriscariam de novo, mesmo sabendo os perigos que corriam na travessia
Migrantes que fizeram a espinhosa viagem de África para a Europa por meios ilegais admitem que arriscariam de novo, mesmo sabendo os perigos que corriam na travessiaUm estudo divulgado esta segunda-feira, 21 de outubro, pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), revela que a maioria dos migrantes irregulares confirmou ter enfrentado vários perigos no trajeto entre África e a Europa, mas apenas uma reduzida maioria admitiu que o facto de saber os riscos que corria levaria a desistir da viagem. Elaborado com base no testemunho de quase 2. 000 migrantes, oriundos de 39 países africanos, o relatório conclui também que a totalidade dos inquiridos chegou à Europa por meios irregulares e não pela via do asilo ou da proteção internacional, e que conseguir um emprego não era a única motivação dos que arriscaram deixar o seu país. ao esclarecer por que as pessoas se movem por canais irregulares e o que experimentam quando o fazem, o estudo contribui para um debate crítico sobre o papel da mobilidade humana na promoção do progresso em direção aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e as melhores abordagens para lidar com ela, explica o líder do PNUD, achim Steiner. Segundo o documento, a experiência de estar na Europa não é a mesma entre homens e mulheres, já que a diferença salarial entre géneros na África inverte na Europa, com as mulheres ganhando 11 por cento a mais, em contraste com os 26 por cento a menos que recebem na África.