Dados divulgados pelo gabinete de estatística europeu colocam o país dentro da média da União Europeia no que se refere ao número de pessoas em risco de pobreza, mas com melhores resultados no recuo da taxa na última década
Dados divulgados pelo gabinete de estatística europeu colocam o país dentro da média da União Europeia no que se refere ao número de pessoas em risco de pobreza, mas com melhores resultados no recuo da taxa na última década a União Europeia (UE) tinha o ano passado 21,7 por cento de pessoas em risco de pobreza, com Portugal alinhado na média (21,6 por cento), mas com resultados mais positivos no recuo do número de pessoas em risco de exclusão social, face a 2008, refere o novo relatório do gabinete de estatísticas europeu. De acordo com os dados divulgados pelo EUROSaT, mais de um quarto da população estava, no ano passado, em risco de pobreza em sete Estados-membros: Bulgária (32,8 por cento), Roménia (32,5), Grécia (31,8), Letónia (28,4), Lituânia (28,3), Itália (27,3) e Espanha (26,1). No extremo oposto da tabela, com as taxas mais baixas de pessoas em risco de pobreza ou de exclusão social, encontravam-se a República Checa (12,2 por cento), na Eslovénia (16,2), na Eslováquia (16,3, segundo dados de 2017), na Finlândia (16,5), na Holanda (16,7), na Dinamarca e França (17,4 cada) e na Áustria (17,5). Em relação aos três elementos que definem o risco de pobreza, segundo o relatório, citado pela agência Lusa, 16,9 por cento da população da UE estava em perigo mesmo sendo beneficiária de subsídios sociais (17,3 por cento em Portugal), 5,8 por cento estavam em risco de privação material severa (6,0 por cento em Portugal) e 9,0 por cento viviam em agregados familiares com baixa intensidade de trabalho (7,2 por cento em Portugal).