azizbek ashurov conseguiu ajudar mais de 10 mil pessoas a obter a nacionalidade depois da dissolução da União Soviética. Foi agora distinguido pela agência das Nações Unidas para os Refugiados
azizbek ashurov conseguiu ajudar mais de 10 mil pessoas a obter a nacionalidade depois da dissolução da União Soviética. Foi agora distinguido pela agência das Nações Unidas para os RefugiadosO alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (aCNUR) atribuiu este ano o Prémio Nansen ao advogado azizbek ashurov, por ter contribuído para acabar com a apatridia no Quirguistão, ao ajudar mais de 10 mil pessoas a obter nacionalidade após a dissolução da União Soviética. É uma história de grande determinação e tenacidade pessoal. O seu compromisso com a erradicação da apatridia, um feito conseguido em colaboração com o governo e outros parceiros, é um claro exemplo do poder de um indivíduo na hora de inspirar e mobilizar a ação coletiva, destacou o líder do aCNUR, Filippo Grandi, na cerimónia de entrega do galardão. Depois da dissolução da União Soviética, em 1991, e a formação de novos Estados, muitas pessoas ficaram retidas junto das fronteiras recém-criadas, com passaportes soviéticos inválidos ou sem meios para demonstrar onde haviam nascido. a elas se juntaram centenas de milhares de apátridas em toda a região, incluindo o Quirguistão. Esta situação afetou especialmente as mulheres, que ficaram sem cidadania depois de se casarem e estabelecerem fora do seu próprio Estado, antes da dissolução e do estabelecimento de novas fronteiras. além disso, e em consequência das leis de cidadania por via hereditária, a sua apatridia foi transmitida aos filhos. Impulsionado pela experiência complicada que viveu com a sua família para obter a cidadania depois de chegar do Uzbequistão, após a dissolução da União Soviética, ashurov ajudou a fundar uma associação para disponibilizar apoio jurídico gratuito e assistência a pessoas deslocadas, apátridas e indocumentadas na região sul do Quirguistão. Não posso manter-me calado quando vejo uma injustiça. a apatridia é uma injustiça. Nenhum Estado reconhece os apátridas. São como fantasmas. Existem fisicamente, mas não no papel, justifica o advogado, sublinhando que o seu papel não é dar a cidadania às pessoas, mas devolver o direito que deveriam ter tido desde que nasceram.