ativistas de direitos humanos preocupadas com o aumento deste fenómeno no interior da província de Manica, em Moçambique. Nos últimos três anos há registo de 45 mil casos de uniões forçadas
ativistas de direitos humanos preocupadas com o aumento deste fenómeno no interior da província de Manica, em Moçambique. Nos últimos três anos há registo de 45 mil casos de uniões forçadasHá muita consciência sobre os danos sociais que os casamentos prematuros causam, mas ainda há muitos casos e isso pode tornar-se num berço de pobreza, porque alguns desses casamentos são insustentáveis e muitas raparigas acabam mães solteiras, alerta Cecília Ernesto, ativista social. Um inquérito da Gender Links, uma organização não governamental internacional de defesa dos direitos da mulher e da rapariga, citado pela agência Lusa, indica que desde 2017, Manica, na região centro de Moçambique, registou 45 mil casos de uniões forçadas e violência sexual baseada no género. Manica é uma das províncias com índices elevados de casamentos prematuros, sublinha alice Banze, diretora executiva da Gender Links para os países lusófonos, acrescentando que a organização tem estado a resgatar menores que foram forçadas a viver maritalmente com outros adolescentes ou homens mais velhos. Mariana Rosi, 13 anos, foi um desses exemplos. Entrou para um casamento com um homem quase três vezes mais velho. após engravidar, o marido abandonou o relacionamento, forçando a adolescente a retornar a casa dos pais, onde vive com o filho, praticamente sem meios de subsistência. Para combater este flagelo, a Gender Links pretende criar uma plataforma de prevenção de uniões forçadas e violência sexual baseada no género, para apoiar organizações locais que lidam com casamentos prematuros e mediar os casos nos tribunais.