Consistório para a criação de mais 13 novos cardeais inclui o português José Tolentino Mendonça, arquivista e bibliotecário da Santa Sé. Natural da ilha da Madeira, o purpurado havia sido criado arcebispo em 2018
Consistório para a criação de mais 13 novos cardeais inclui o português José Tolentino Mendonça, arquivista e bibliotecário da Santa Sé. Natural da ilha da Madeira, o purpurado havia sido criado arcebispo em 2018Escolhido em 2018 para orientar o retido de Quaresma do Papa Francisco e seus mais diretos colaboradores, o até então vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa, José Tolentino Mendonça, não demorou muito a ser chamado pelo Santo Padre para assumir o cargo de arquivista do arquivo Secreto do Vaticano e bibliotecário da Biblioteca apostólica. Em pouco mais de um ano, passou de padre a arcebispo, e, neste sábado, 5 de outubro, vai tornar-se o sexto cardeal português do século XXI e o terceiro a ser designado no atual pontificado. Tolentino Mendonça nasceu em Machico (Madeira) em 1965, tendo sido ordenado padre em 1990 e bispo a 28 de julho de 2018; é doutorado em Teologia Bíblica e consultor do Conselho Pontifício da Cultura (Santa Sé). Foi reitor do Pontifício Colégio Português, em Roma, diretor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa e diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, da Igreja Católica em Portugal. Para o brasão episcopal, o novo purpurado escolheu uma simbologia que evoca a ligação histórica de Portugal ao Vaticano, numa homenagem ao encontro de culturas e alargamento de mundos. a imagem apresenta um elefante, recordando que o primeiro desses animais a chegar à Europa, em particular a Roma, foi trazido pelos navegadores portugueses. No escudo, de forma gótica, é sublinhado o lema episcopal: Olha os lírios do campo.com o lírio, Tolentino Mendonça pretende colocar o seu ministério episcopal sob o olhar paterno de São José, representado na iconografia cristã por essa flor. No topo do escudo está uma Bíblia aberta com as letras gregas alfa e ómega, uma referência à pessoa de Jesus Cristo, explica a agência Ecclesia.com o consistório de hoje, o sexto para a criação de cardeais no pontificado de Francisco, o Colégio Cardinalício passa a ter representados 88 países, sendo que 66 contam com cardeais eleitores, incluindo Portugal. O Papa argentino tem vindo a alargar as fronteiras nas suas escolhas, tornando mais forte a presença da África, Ásia e Oceania.