Desde 2014 mais de 15 mil pessoas perderam a vida na travessia em direção à Europa. Só este ano já morreram pelo menos mil migrantes na rota marítima mais mortal do mundo
Desde 2014 mais de 15 mil pessoas perderam a vida na travessia em direção à Europa. Só este ano já morreram pelo menos mil migrantes na rota marítima mais mortal do mundoO naufrágio registado no último fim de semana na costa de Marrocos, que se suspeita ter provocado 40 vítimas mortais, poderá fazer aumentar para mais de mil o número de mortos registados este ano no mar Mediterrâneo. Em seis anos, pelo menos 15 mil migrantes perderam a vida na perigosa travessia em direção à costa europeia. Esta carnificina no mar devia envergonhar todas as pessoas, afirmou o porta-voz da Organização Internacional para as Migrações, Leonard Doyle, sublinhando que durante uma onda crescente de antimigração na política de todo o mundo, esse número chocante deve-se, em certa medida, a uma atitude de hostilidade total a migrantes que fogem da violência e da pobreza. a travessia do mar Mediterrâneo continua a ser a rota de migração mais mortal no mundo. Mas apesar dos números trágicos agora revelados, a OIM aponta que são os mais baixos desde 2014. a agência refere ainda que os registos caíram porque menos pessoas tentam atravessar e não porque o trajeto esteja mais seguro. Entretanto, o alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (aCNUR) lançou um apelo às autoridades gregas para que façam a transferência de milhares de migrantes das ilhas Egeias para locais mais seguros. Estes migrantes encontram-se em centros de receção superlotados, já que em setembro, as ilhas receberam 10,258 novos migrantes, especialmente de famílias afegãs e sírias, o maior número desde 2016.