Este ano já foram atribuídos quase 83 mil novos títulos de residência a estrangeiros, muitos deles ao abrigo do reagrupamento familiar. Portugal é já o segundo país da OCDE onde a imigração mais cresce
Este ano já foram atribuídos quase 83 mil novos títulos de residência a estrangeiros, muitos deles ao abrigo do reagrupamento familiar. Portugal é já o segundo país da OCDE onde a imigração mais cresceO Ministério da administração Interna (MaI) revelou esta segunda-feira, 30 de setembro, que entre o início de janeiro e 15 de setembro, foram concedidos 82. 928 novos títulos de residência a estrangeiros, sendo quase 24 mil ao abrigo da medida de reagrupamento familiar. Estes números são bastante superiores aos registados no período homólogo do ano passado: mais 42 por cento em novos títulos de residência, mais 36 por cento no reagrupamento familiar e mais oito por cento ao nível das renovações, explica o MaI em comunicado. No documento, citado pela agência Lusa, é ainda referido que estes dados demonstram como Portugal é reconhecido nacional e internacionalmente como um país aberto à imigração e comprovam a tendência de saldo migratório positivo já apresentado no mais recente relatório do Observatório das Migrações. Também a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), no seu relatório anual sobre migrações, divulgado na semana passada e citado no comunicado, realça que Portugal é o segundo país onde a imigração mais cresce. Face a este aumento, o MaI informa que o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) tem registado nas últimas semanas um aumento significativo na capacidade de agendamento, em especial para a renovação da autorização de residência, reagrupamento familiar e concessão de autorização de residência, graças à abertura de cerca de 11 mil vagas adicionais até ao final do ano e de mais de 116 mil vagas para o primeiro trimestre de 2020 para os diferentes tipos de assuntos.