Escassez de chuva no sul do país deixou entre 70 a 80 por cento da população das províncias de Huí­la e Cunene em situação de insegurança alimentar, revela agência das Nações Unidas
Escassez de chuva no sul do país deixou entre 70 a 80 por cento da população das províncias de Huí­la e Cunene em situação de insegurança alimentar, revela agência das Nações Unidas a situação humanitária em angola, devido à seca severa, continua agravar-se e a deixar cada vez mais pessoas em situação de insegurança alimentar. Segundo um relatório do Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF), há 2,3 milhões de pessoas com o estado nutricional comprometido, entre elas quase meio milhão de crianças menores de cinco anos. O agravamento das condições de vida está a provocar um aumento dos casos de violência doméstica e de abusos, e a fazer temer a eclosão de epidemias, como o sarampo, a sarna e a poliomielite. Para piorar a situação, continuam a chegar refugiados ao campo de Lóvua e às áreas urbanas do Dundo, na província de Lunda Norte, onde já estão concentradas mais de 23 mil pessoas. No mesmo relatório, a agência da ONU dispunha de 5,8 milhões de euros para o programa de intervenção no país africano, um valor muito abaixo dos 12,9 milhões de euros necessários. O atraso no financiamento prejudicou a resposta, particularmente dada a deterioração da situação de seca, e levou a um insucesso em relação às metas do programa, reconhecem os responsáveis do UNICEF.