Representantes da Igreja Católica consideram que o país continua «profundamente dividido», mesmo depois das eleições gerais, e pedem um esforço conjunto para o reforço do sentido de pertença nacional
Representantes da Igreja Católica consideram que o país continua «profundamente dividido», mesmo depois das eleições gerais, e pedem um esforço conjunto para o reforço do sentido de pertença nacionalO sentido de pertença a uma só nação deve prevalecer sobre as diferenças tribais, religiosas ou políticas, alertam os bispos da Nigéria, no documento final da sua última assembleia Plenária, onde denunciam a situação precária em que continuam mergulhadas algumas zonas do país e o aumento da violência gerada pelas sucessivas divisões. O país está profundamente dividido. E isso é evidente nas nomeações dos funcionários em postos de importância nacional, na forma como se partilham os recursos e na distribuição dos serviços sociais. Exortamos o governo federal a garantir que as considerações de hegemonia étnica ou religiosa não prevaleçam no nosso Estado multi-religioso e laico, escrevem os prelados. Embora reconheçam os esforços do governo para combater a insegurança, os bispos consideram que o executivo federal, a quem foi confiado o poder de controlar as principais forças de segurança, está sobrecarregado. Nesse sentido, propõem uma descentralização das forças de segurança para a obtenção de resultados efetivos, nomeadamente nos confrontos entre pastores e comunidades locais e nas atividades dos extremistas do Boko Haram. a Nigéria está dotada de consideráveis recursos naturais, humanos e espirituais. Lamentavelmente, as autoridades políticas não têm sido capazes de fazer um bom uso deles, nem de redistribui-los equitativamente. Onde não há uma distribuição equitativa da riqueza e das oportunidades, é inevitável que haja uma crise, conclui a nota episcopal.