Mais de metade da eletricidade consumida no país já é produzida a partir de fontes renováveis. E o governo atribuiu recentemente mais 24 lotes para instalação de parques de energia solar
Mais de metade da eletricidade consumida no país já é produzida a partir de fontes renováveis. E o governo atribuiu recentemente mais 24 lotes para instalação de parques de energia solarO ministro do ambiente, João Pedro Matos Fernandes, reafirmou em Nova Iorque, Estados Unidos da américa (EUa), onde está a decorrer a Cimeira sobre ação Climática, que Portugal está na linha da frente da transição para fontes renováveis, com 55 por cento da eletricidade consumida a ser produzida a partir de fontes renováveis. Temos, tendencialmente, uma economia cada vez mais hipocarbónica, isto é menos consumidora de combustíveis fósseis e mais geradora de recursos. De facto, já temos 55 por cento da eletricidade que consumimos produzida a partir de fontes renováveis. Quando no ano passado a Europa reduziu em três por cento das suas emissões, Portugal reduziu em nove por cento. É uma economia que até cresceu acima da média da zona euro, declarou o governante à ONU News. Matos Fernandes destacou ainda o potencial português no campo das energias limpas, lembrando que um leilão de energia solar atribuiu recentemente 24 lotes para ligação de centenas de megawatts de energia renovável, um negócio que classificou como uma venda recorde a nível mundial. Conseguimos, de facto, produzir eletricidade a um preço, que é um terço do preço de mercado hoje em Portugal. Ou seja, vamos ter não só uma produção de eletricidade altamente descarbonizada como um preço muito mais económico para os consumidores, acrescentou. Em relação à cooperação com os países lusófonos, o ministro revelou que são aplicados anualmente 2,5 milhões de euros em diferentes iniciativas, destinadas a combater as alterações climáticas. Nos últimos quatro anos, ao abrigo deste projeto, foram investidos 10 milhões de euros em países como angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e Timor-Leste.