Organização escreveu a mais de 3. 000 estabelecimentos de ensino, públicos e privados, a pedir que autorizem os alunos a faltar às aulas para participarem na greve climática global
Organização escreveu a mais de 3. 000 estabelecimentos de ensino, públicos e privados, a pedir que autorizem os alunos a faltar às aulas para participarem na greve climática globalPor entenderem que a participação na greve climática global, prevista para a próxima sexta-feira, 27 de setembro, se enquadra no exercício do direito de liberdade de expressão e reunião, os dirigentes da delegação portuguesa da amnistia Internacional (aI) apelaram às escolas nacionais que autorizem os seus alunos a participar na manifestação, que consideram ser a maior aula do mundo para a humanidade. Numa carta enviada a mais de 3. 000 escolas de todos os níveis de ensino, incluindo conservatórios e escolas profissionais, a aI considera que a participação de crianças e jovens na greve às aulas e nas iniciativas associadas a esta causa não devem ser limitadas e apela a todas as comunidades educativas para se mobilizarem numa ação cívica de combate às alterações climáticas. Estão marcadas manifestações e concentrações para vários pontos do país, quase sempre para o período da tarde, por forma a pode abarcar o maior número de pessoas possível. Dezenas de cidades e localidades portuguesas também prepararam iniciativas para esta semana destinadas a marcar uma posição na luta contra as alterações climáticas, dando seguimento ao movimento iniciado pela jovem ativista sueca Greta Thunberg. Prevê-se a participação de 170 países nesta greve global pelo clima, com milhares de eventos a correr o mundo pelas redes sociais. De acordo com os números publicados pela adolescente nas redes sociais, na sexta-feira passada, mais de quatro milhões de pessoas fizeram greve pelo clima em todo o mundo.