Primeiro relatório nacional sobre poluição por plásticos no país conclui que faltam informações sobre os impactos ecológicos, sociais, económicos e para a saúde, o que impede a criação de uma estratégia de redução
Primeiro relatório nacional sobre poluição por plásticos no país conclui que faltam informações sobre os impactos ecológicos, sociais, económicos e para a saúde, o que impede a criação de uma estratégia de redução a associação Natureza Portugal (aNP), em colaboração como a organização ambientalista internacional World Wildlife Fund for Nature (WWF), elaborou o primeiro relatório nacional sobre poluição por plásticos em Portugal continental e concluiu que a falta de informação neste domínio impede a criação de uma estratégia integrada para a redução de plásticos. Segundo os autores do estudo, faltam no país informações sobre os impactos ecológicos, sociais, económicos e para a saúde da poluição por plástico, o que impede não só uma estratégia de redução como a determinação de um investimento de gestão dos resíduos. Conhecemos os dados globais: todos os anos produzem-se 345 milhões de toneladas de plástico virgem em todo o mundo. a Europa é o segundo maior produtor de plástico, com cerca de 64,4 milhões de toneladas produzidas em 2017. E em Portugal, quais são os dados disponíveis? Qual é o custo real dos plásticos em Portugal?, questiona ângela Morgado, diretora executiva da aNP/WWF, citada num comunicado da associação. De acordo com as conclusões do relatório, um dos maiores problemas está relacionado com as embalagens de plástico de uso único, que têm uma vida útil que chega a ser de poucos minutos mas que podem demorar centenas de anos a decompor-se e releva que se desconhecem os efeitos para a saúde humana da decomposição dos microplásticos e nanoplásticos, que estão presentes em espécies consumidas como alimento. Os plásticos constituem a maior percentagem de resíduos presentes no ambiente em Portugal, quer como macroplásticos (descartáveis e artes de pesca) quer como microplásticos, em praias, rios e ingeridos por espécies marinhas. Por outro lado, cerca de 40 por cento dos resíduos de plástico ainda são colocados em aterros (dados de 2016), refere o estudo.