Ministros de cinco países da União Europeia procuram consenso para modificar o atual regulamento, que é considerado injusto por alguns Estados-membros
Ministros de cinco países da União Europeia procuram consenso para modificar o atual regulamento, que é considerado injusto por alguns Estados-membrosOs ministros do Interior de cinco países da União Europeia (UE) estão reunidos na ilha de Malta, esta segunda-feira, 23 de setembro, para tentarem criar um mecanismo automático de distribuição de migrantes que sejam resgatados no mar Mediterrâneo. Os governantes da França, alemanha, Itália, Malta e Finlândia (que exerce neste momento a presidência da UE) esperam pôr um ponto final nas difíceis e prolongadas negociações que fazem com que os requerentes de asilo, muitos deles em situação de vulnerabilidade, tenham que permanecer presos no mar, por vezes durante semanas. O comissário europeu com o pelouro das migrações, Dimitris avramopoulos, também participa no encontro, que se espera venha a conduzir a um acordo durante a próxima reunião do conselho de assuntos internos, agendada para o início de outubro, no Luxemburgo. O mecanismo de distribuição, reclamado por Itália, deverá ser temporário, até à renegociação do regulamento de Dublin, que confia a tramitação dos pedidos de asilo ao país de chegada. Este sistema é considerado injusto porque, por simples razões geográficas, coloca o peso do acolhimento sobre Itália, Grécia, Espanha ou Malta, as principais portas de entrada dos migrantes. Desde o início deste ano, cerca de 13 por cento dos 67 mil migrantes irregulares chegados ao espaço europeu desembarcaram em Itália ou Malta, contra 57 por cento na Grécia e 29 por cento em Espanha.