Documentados abusos em cerca de 50 países. Os casos vão desde detenções arbitrárias e penas de prisão, até a maus tratos, torturas e campanhas de difamação nos meios digitais
Documentados abusos em cerca de 50 países. Os casos vão desde detenções arbitrárias e penas de prisão, até a maus tratos, torturas e campanhas de difamação nos meios digitaisO gabinete de Direitos Humanos das Nações Unidas está a receber cada vez mais denúncias sobre intimidações e represálias contra vítimas, membros da socidedade civil e ativistas que colaboraram, colaboram ou tentam colaborar com a organização. Há casos documentados em cerca de 50 países e provas do crescente envolvimento dos Estados neste tipo de represálias. alguns governos parecem dispostos a fazer todos os possíveis para castigar as pessoas que cooperam connosco. Na realidade, isto pode sublinhar a razão de ser das causas das vítimas, afirma o subsecretário-geral de direitos humanos da ONU, andrew Gilmour, exemplificando com casos de ativistas detidos e condenados a prisão, até situações de intimidação, como a recolha de imagens em encontros sem o consentimento dos intervenientes. Segundo Gilmour, há Estados que utilizam argumentos como a segurança nacional e estratégias antiterroristas como justificação para levantar obstáculos ao acesso às Nações Unidas, e muitas pessoas não se relacionam com a organização por temerem pela sua segurança, ou em situações em que o trabalho em matéria de direitos humanos é penalizado ou menosprezado publicamente. Depois de uma década a destacar regularmente o problema, esperávamos que os números baixassem, não que subissem, adianta o representante da ONU, acrescentando que a organização vai continuar a fortalecer a sua resposta neste campo, mas que a responsabilidade maior recai nos Estados-membros.