a ideologia de género será um dos temas abordados na ação de formação, que conta com a participação de especialistas e investigadores portugueses e espanhóis
a ideologia de género será um dos temas abordados na ação de formação, que conta com a participação de especialistas e investigadores portugueses e espanhóis a associação dos Médicos Católicos Portugueses (aMCP) já está a receber inscrições para participação no curso de formação em Ética Médica, que decorrerá no dia 19 de outubro, no anfiteatro do Instituto São João de Deus, em Lisboa. O tema da ideologia de género será um assuntos em análise. ao incluir este tema na ação de formação, a aMCP sublinha a importância de se promover na sociedade a harmonia entre a dimensão biológica e a dimensão psicológica/social da identidade sexual. as situações em que essa harmonia não se verifica – designadas como “disforia de género” – são muito raras e devem ser acompanhadas individualmente por médicos e outros profissionais de saúde competentes e especializados, esclarece a organização. a associação profissional católica considera ainda que em Portugal se corre o risco de se tomarem decisões legislativas que, para além de não trazerem qualquer benefício em termos de saúde para as crianças e adolescentes com “disforia de género”, impõem às escolas a doutrinação de professores e alunos com base numa ideologia que promove com radicalismo um mundo assexuado, desligado da realidade biológica, e que exclui as famílias e os profissionais da medicina de uma área fundamental que é a da identidade sexual humana. além deste tópico, o programa inclui conferências a cargo de especialistas e investigadores portugueses e espanhóis, sobre temas como a relação médico-doente; a objeção da consciência na medicina; as decisões éticas centradas nas famílias; a relação entre a ética médica e a doutrina da Igreja e o impacto das notícias falsas na saúde. Existe uma falsa equivalência de crenças erradas – disseminadas pela internet, mas sem qualquer escrutínio científico – com a medicina moderna e rigorosa. as crenças perigosas na área da saúde – veja-se o caso da utilização de testosterona por jovens à procura do “corpo perfeito” – e podem conduzir a verdadeiras tragédias pessoais sobre as quais é preciso refletir, destaca a aMCP.