Falta de condições de acolhimento nas províncias de destino, na República Democrática do Congo, determinou adiamento do processo liderado por uma agência das Nações Unidas
Falta de condições de acolhimento nas províncias de destino, na República Democrática do Congo, determinou adiamento do processo liderado por uma agência das Nações UnidasO repatriamento organizado de quatro mil refugiados congoleses que estão no campo do Lóvua Lunda Norte, em angola, chegou a estar prevista para esta semana, mas foi adiado, sem data prevista, a pedido das autoridades da República Democrática do Congo (RDC), informou o representante do alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (aCNUR) na região. De acordo com Daniel Roger Tam, este adiamento deveu-se à falta de condições de acolhimento nas províncias de Kassai e Kassai Central, na RDC, estando a decorrer negociações com o governo congolês para que o processo seja retomado, se possível, na próxima semana. Este grupo de refugiados faz parte de um total de 9. 000 que ainda se encontram no campo do Lóvua. O repatriamento voluntário teve início a 19 de agosto, quando um grupo de refugiados decidiu unilateralmente regressar ao país de origem voluntária e espontaneamente. até agora, já regressaram à RDC 14. 724 refugiados – 3. 772 homens, 7. 974 crianças e 2. 978 mulheres. O total de cidadãos congoleses acolhidos em angola, na província da Lunda Norte, em particular, atingiu os 35 mil. Destes, 23. 684 foram acolhidos no campo de refugiados do Lóvua, enquanto os restantes 11. 316 estavam distribuídos pelas várias comunidades da província.