Organização de defesa dos direitos humanos acusa o governo brasileiro de «fracassar» na proteção dos defensores do meio ambiente e abrir caminho ao avanço de redes criminosas que destroem a floresta
Organização de defesa dos direitos humanos acusa o governo brasileiro de «fracassar» na proteção dos defensores do meio ambiente e abrir caminho ao avanço de redes criminosas que destroem a floresta a impunidade e a redução da fiscalização ambiental estão a contribuir para a desflorestação da maior selva tropical do mundo. Segundo a Human Rights Watch (HRW), o destamamento da amazónia brasileira quase duplicou entre janeiro e agosto deste ano, os defensores do ambiente têm a vida cada vez mais em risco, e os responsáveis pela violência raramente são levados à justiça. a destruição da amazónia é impulsionada em grande parte por redes criminosas que usam da violência e intimidação contra aqueles que se colocam no seu caminho, denuncia a HRW num relatório divulgado esta semana, onde exorta o Presidente Jair Bolsonaro a deter seus ataques verbais e acusações sem fundamento contra as organizações não governamentais, e a restabelecer a cooperação entre o governo e a sociedade civil para proteger indígenas, defensores do meio ambiente e a floresta. No documento, são apontados retrocessos na gestão ambiental de Bolsonaro, que defende a redução das reservas indígenas e a exploração comercial da selva amazónica. E dirigidas críticas ao Chefe de Estado brasileiro por nomear um chanceler – Ernesto araújo – que qualifica a mudança climática como uma tática globalista, ameaçar retirar o Brasil do acordo de Paris e reduzir o orçamento do Ministério do Meio ambiente, além de enfraquecer a sua estrutura operacional. Enquanto o Brasil não adotar medidas urgentes contra a violência e a ilegalidade que facilitam a extração ilegal de madeira, a destruição da maior floresta tropical do mundo continuará desenfreada, sublinha Daniel Wilkinson, diretor de direitos humanos e meio ambiente da HRW.