Todos os anos mais de 130 milhões de pessoas sofrem algum tipo de percalço em consequência da falta de segurança na atenção hospitalar nos países de médios e baixos rendimentos
Todos os anos mais de 130 milhões de pessoas sofrem algum tipo de percalço em consequência da falta de segurança na atenção hospitalar nos países de médios e baixos rendimentos a Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou esta semana uma campanha global onde pede aos médicos, responsáveis políticos, cuidadores e pacientes, que tomem medidas urgentes para garantir que ninguém seja prejudicado enquanto recebe tratamento. Quatro em cada 10 utentes dos serviços de atenção primária e ambulatória sofrem algum dano em consequência de um erro médico, mas 80 por cento destes casos podem ser evitados.com o lema Levantemos a voz pela segurança do paciente, a iniciativa tem como objetivo prevenir e reduzir os riscos, erros e consequências, derivados de enganos como dispensar o medicamento incorreto por um simples confusão com uma embalagem semelhante. Ninguém deveria sofrer um dano enquanto recebe atenção médica. E, no entanto, a nível mundial, pelo menos cinco pacientes morrem a cada minuto devido a atenção deficiente. Precisamos de uma cultura de segurança que promova a parceria com os pacientes, incentive a relatar e aprender com os erros e crie um ambiente livre de falhas, onde os profissionais de saúde são capacitados e treinados para reduzir os erros, sublinhou o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus. Segundo estimativas da agência da ONU, cerca de 134 milhões de pessoas sofrem todos os anos algum de percalço em consequência da falta de segurança na atenção hospitalar nos países de médios e baixos rendimentos, o que causa perto de 2,6 milhões de mortes. Os prejuízos anuais provocados pelos erros médicos ascendem a 36 mil milhões de euros.