Conflito dura há oito anos e os níveis de violência têm vindo a aumentar, sendo os civis os mais afetados, sobretudo as crianças. Há deslocados a viver em acampamentos em condições deploráveis
Conflito dura há oito anos e os níveis de violência têm vindo a aumentar, sendo os civis os mais afetados, sobretudo as crianças. Há deslocados a viver em acampamentos em condições deploráveis a Comissão de Inquérito Internacional (CII) ao conflito armado na Síria registou um aumento dos níveis de violência e pediu proteção urgente para os menores que vivem num acampamento de deslocados, onde nos últimos meses se verificou a morte de pelo menos 390 crianças, que podiam ter sido evitadas. No seu mais recente relatório, a CII destaca o facto das hostilidades estarem a afetar a vida dos sírios e a gerar cada vez mais deslocamentos em massa, aumentando o número de deslocados para cerca de 13 milhões. Muitas das crianças, algumas delas refugiadas no acampamento de al Hol, correm o risco de ficar sem nacionalidade e de se separar dos pais como resultado das políticas dos Estados-membros. Há uma dificuldade muito grande dos Estados repatriarem as mães e as crianças. Há alguns países que tem conseguido repatriar, mas há alguns países que se recusam a investigar a situação. Então a situação humanitária no campo é muito má e não se está a considerar o respeito pelos direitos das crianças, reclama o presidente da comissão, Paulo Sérgio Pinheiro, em declarações à ONU News. Só no acampamento de al Hol, vivem cerca de 70 mil pessoas, em condições deploráveis e desumanas, a grande maioria mulheres e crianças com menos de 12 anos. Segundo o relatório, nos últimos meses morreram pelo menos 390 crianças devido à desnutrição ou feridas não tratadas. No documento, que será apresentado a 17 de setembro ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, são apontadas ainda outras violações menos visíveis dos direitos humanos persistem como resultado do conflito armado, com destaque para a prestação de serviços que permanece ineficaz, privando centenas de milhares de civis de acesso adequado à água, eletricidade e educação. Quanto às desigualdades de género que já existiam aumentaram devido ao conflito, com mulheres e meninas a enfrentar inúmeros desafios para conseguir documentos ou uma renda estável. as mulheres com deficiência continuam sem acesso a serviços especializados, e as violações e outras formas de violência sexual continuaram a ocorrer.