Proposta para flexibilizar as restrições ao comércio de produtos de elefante foi chumbada pelos membros da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies ameaçadas de Fauna e Flora
Proposta para flexibilizar as restrições ao comércio de produtos de elefante foi chumbada pelos membros da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies ameaçadas de Fauna e FloraVários países do sul de África, como a Namíbia, Tanzânia, Botswana e Zimbabwe, ponderam retirar-se da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies ameaçadas de Fauna e Flora (CITES), depois de ter sido recusada uma proposta de flexibilização das normas de comércio de espécies como o elefante ou o rinoceronte. Os signatários da CITES – onde se incluem 182 países e a União Europeia – recusaram, por maioria, os pedidos da antiga Suazilândia e da Namíbia para que fosse autorizado o comércio de rinocerontes brancos e dos seus cornos, aos quais se atribuem propriedades medicinais e que atingem preços astronómicos no mercado ilegal asiático. Recusada foi também uma proposta para flexibilizar as restrições sobre o comércio de produtos de elefante – espécie catalogada como vulnerável – apresentada por vários países da África meridional, como o Zimbabwe, que afirma ter armazenado marfim num valor estimado de mais de 500 milhões de euros, bem como uma sobrepopulação de elefantes. a CITES protege cerca de 36 mil espécies animais e vegetais em todo o mundo, com 900 classificadas no índice 1, que proíbe totalmente o seu comércio. Os elefantes africanos estão incluídos nesta classificação, exceto as populações do Botswana, Namíbia, África do Sul e Zimbabwe, que devido à sua dimensão estão classificadas no índice 2, menos restritivo. ainda assim, o comércio de marfim é uma exceção a que se aplicam as regras do índice 1 para não fomentar a caça furtiva. O consenso expresso através da CITES pela maioria dos Estados prejudica os esforços da nossa região para assegurar a justiça social mediante o uso sustentável dos nossos recursos naturais, lamentou John Magufuli, Chefe de Estado da Tanzânia e atual presidente da Comunidade para o Desenvolvimento da África Meridional(SaDC), questionando o interesse de manter a Convenção. O tema será discutido internamente pelos 16 países que integram a SaDC.