O arcebispo de Seúl é um dos novos cardeais nomeados por Bento XVI, depois de uma longa espera de 37 anos do povo coreano.
O arcebispo de Seúl é um dos novos cardeais nomeados por Bento XVI, depois de uma longa espera de 37 anos do povo coreano. a notícia da nomeação de Nicholas Cheong Jin-Suk, arcebispo de Seúl, como novo cardeal coreano no passado dia 22 de Fevereiro foi acolhida com muita alegria, seja pela sociedade coreana em geral, como pela Igreja Católica em particular. a cerimónia de investidura dos novos cardeais terá lugar no Vaticano, a 25 deste mês.
Como se costuma dizer em bom português, “custou… mas sempre foi!” Sim, após uma longa espera de 37 anos, o povo coreano viu reconhecida a energia, vitalidade e papel que a Igreja Católica desempenha neste canto da Ásia através da nomeação de um segundo cardeal. De facto, lembro-me de que sempre que havia uma nova nomeação de cardeais, os católicos coreanos esperavam com muita expectativa a atribuição desta honra a um dos seus membros. E havia mesmo quem “reclamava” o facto de o Japão, país onde os católicos são uma í­nfima minoria, ter 2 cardeais.
O novo cardeal nasceu em Seúl. Desistiu dos estudos de engenharia quí­mica na prestigiada Universidade Nacional de Seúl para se tornar sacerdote. Depois de se graduar na Universidade Católica da Coreia, foi estudar para Roma, fazendo a licença em Direito Canónico no Colégio Urbaniano. a devoção ao estudo é uma das suas características, tendo publicado mais de 20 livros. a nível pastoral e social, exerceu sempre uma influência muito grande na sociedade coreana, se bem que nada comparada com a do primeiro cardeal coreano, Mons. Kim, o qual é uma das figuras de mais destaque e reconhecimento por parte de todos os coreanos, independemente do credo ou cor Política. Mas o novo cardeal tem também méritos rconhecidos no que diz respeito à intervenção social, não poupando, em várias ocasiões, críticas aos governos.
após o anúncio da nomeação, o novo cardeal exprimiu gratidão ao Santo Padre e ? povo coreano, dizendo: “Gostaria de atribuir esta honra a todo o nosso povo, pois creio que ela reflecte o estatuto cada vez mais influente da Igreja Católica na Coreia e no mundo. Farei o meu melhor para responder às expectativas do povo e contribuir para a defesa e promoção do bem comum da nossa nação. ” Um dos bispos auxiliares de Seúl, Mons. andrew Yeom Soo-Jong, disse: “Esta nomeação é um aviso claro de que a Igreja precisa de se dedicar com mais afinco aos esforços pela paz, justiça, solidariedade e amor através de uma auto-renovação contí­nua e da harmonia com as outras religiões”.
Falando de outras religiões, o Venerável Jigwan, director executivo da Ordem de Jogye, o maior e mais influente ramo do budismo na Coreia, enviou uma mensagem de congratulações na qual dizia: ” a nomeação de um segundo cardeal mostra que a Igreja Católica na Coreia í¨ uma justa recipiente da confiança que nela depõe a Igreja Universal. Esperamos dela um papel importante em favor da paz no mundo. Nós, budistas coreanos, também esperamos que o novo cardeal faça todos os esforços para aliviar o sofrimento e conflitos que assolam a humanidade como apóstolo da paz e do amor. ” Também o actual presidente, Noh Moo-Hyon, bem como o antigo presidente, ambos católicos, felicitaram Mons. Nicholas e desafiaram-no a trabalhar com entusiasmo e energia pela paz e pelo desenvolvimento na Coreia.
Da Coreia do Sul

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