Na Missa de encerramento da visita apostólica ao país, Francisco convidou os moçambicanos a terem um olhar atento e ativo, para sararem as feridas do passado e reforçarem o caminho da paz
Na Missa de encerramento da visita apostólica ao país, Francisco convidou os moçambicanos a terem um olhar atento e ativo, para sararem as feridas do passado e reforçarem o caminho da pazSuperar os tempos de divisão e violência supõe não só um ato de reconciliação ou a paz entendida como ausência de conflito, mas o compromisso diário de cada um de nós ter um olhar atento e ativo que nos leva a tratar os outros com aquela misericórdia e bondade com que queremos ser tratados, afirmou o Papa Francisco esta sexta-feira, 6 de setembro, na Missa a que presidiu no Estádio do Zimpeto, em Maputo, e que marcou a sua despedida do povo moçambicano.com uma homilia centrada no apelo à reconciliação e à paz, o Pontífice alertou os fiéis para que não se deixem levar por qualquer tentação de vingança através das armas, pedindo que lutem com todas as suas forças para superar as histórias de violência, ódio e discórdias e trabalhem para prosseguir com o caminho da paz já percorrido. Na sua mensagem, Francisco recordou ainda as riquezas naturais e culturais de Moçambique, para realçar que, paradoxalmente, o país conta ainda com uma quantidade enorme da sua população abaixo no nível de pobreza. Por vezes, parece que aqueles que se aproximam com o suposto desejo de ajudar, têm outros interesses. E é triste quando isto se verifica entre irmãos da mesma terra, que se deixam corromper; é muito perigoso aceitar que este seja o preço que temos de pagar pela ajuda externa, sublinhou. a viagem do Pontífice a Moçambique, a segunda de um Papa na história do país, iniciou-se na quarta-feira, 4 de setembro, e conclui-se esta sexta-feira, no aeroporto de Maputo, de onde Francisco segue para Madagáscar, segunda etapa da viagem a África que se prolonga até terça-feira, dia 10.