O Papa Francisco estará em Moçambique de 4 a 6 de setembro. Uma visita muito aguardada e desejada pelo povo moçambicano
O Papa Francisco estará em Moçambique de 4 a 6 de setembro. Uma visita muito aguardada e desejada pelo povo moçambicanoas relações de Francisco com este país lusófono da África Oriental remontam aos tempos em que era arcebispo de Buenos aires, na argentina. Então enviou padres e leigos da sua arquidiocese para a diocese de Xai-Xai, no sul de Moçambique. Diversos missionários argentinos de Buenos aires trabalharam e ainda trabalham em zonas de primeira evangelização desta diocese. Esta é a segunda visita de um Papa a Moçambique. a primeira ocorreu entre 16 e 19 de setembro de 1988, em plena guerra civil. Os moçambicanos tiveram então a alegria de receber o Papa João Paulo II. Uma visita importante, na qual o bispo de Roma e pastor universal deu um importante contributo, com a sua presença e palavra, à paz e reconciliação entre moçambicanos. a visita do Papa Francisco, embora vivida num contexto diferente, será também marcada pelo tema da paz. O lema escolhido para a visita apostólica é: Esperança, paz e reconciliação. O pronunciamento destas palavras pelo Santo Padre encontrará um grande eco nos corações de todos os moçambicanos, pois irá animá-los a superar com vigor os traumas causados pelas trágicas devastações provocadas pelos ciclones tropicais Idai e Kenneth, na Beira e em Cabo Delgado, e a ultrapassar com fé e esperança os momentos de instabilidade político-militar que têm afetado Moçambique nos últimos anos, fortalecendo o espírito dos moçambicanos de modo a que se empenhem, com decisão, na construção duma sociedade pacífica e reconciliada. O Papa Francisco chegará a Moçambique no dia 4 de setembro e permanecerá até ao dia 6. Os pontos altos desta visita serão: o encontro inter-religioso com os jovens moçambicanos; o encontro com os bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas, consagrados, seminaristas, catequistas; e, finalmente, no que constituirá o momento mais importante de todo o programa da visita, a solene Concelebração Eucarística no estádio do Zimpeto,em Maputo. Para que a vinda do Santo Padre seja esse momento de graça, os católicos moçambicanos estão a preparar-se espiritualmente, em intensa comunhão de oração. Estão a decorrer várias iniciativas no sentido de dar a conhecer a pessoa do Papa Francisco e também o lema da visita, para que a sua presença seja mais participada, interiorizada e produza frutos abundantes. Para este efeito, nas paróquias e comunidades, organizam-se momentos de estudo e reflexão, bem como momentos de oração pedindo ao Senhor que, através da visita papal, se alcance a graça da paz e da reconciliação. O Papa Francisco fará certamente um forte apelo para que se renuncie à guerra e à violência e não deixará de sublinhar a importância de abrir as mãos para oferecer reconciliação e fazer resplandecer a bondade de Deus na luta pela justiça, pela liberdade e pela paz. Sem dúvida que esta visita terá grande importância em termos espirituais e políticos. Será uma bênção para todos os moçambicanos, sejam católicos ou não. Os encontros que realizará gerarão também um grande interesse internacional, de maneira que os olhos do mundo estarão postos em Moçambique durante os dias em que permanecerá no país. a palavra de Francisco é sempre uma declaração de fé, de esperança e de caridade inspiradora para todos. a sua visita será de grande estímulo para a vivência da fé e empenho sócio-caritativo da Igreja Católica moçambicana. a Igreja Católica iniciou a sua presença em Moçambique em meados do século XVI. a história da evangelização pode dividir-se em dois tempos e dois ritmos. Um primeiro período de primeira evangelização, entre 1652 e 1940, o tempo das primeiras abordagens, com avanços e recuos e sem o qual não se teria verificado um segundo período, porventura mais dinâmico, de presença efetiva e sistemática de atividade missionária. Efetivamente, o grande impulso de evangelização deu-se nestes últimos anos. Hoje, os católicos moçambicanos são 4,8 milhões, distribuídos em 12 dioceses, com 301 paróquias. Tem 17 bispos, 212 sacerdotes diocesanos, 364 sacerdotes religiosos, 98 irmãos professos, 1. 121 religiosas, 42. 898 catequistas. a Igreja Católica administra 166 escolas infantis, com 14. 775 alunos; 310 escolas primárias, com 38. 875 alunos; 53 escolas secundárias, com 21. 544 estudantes, e uma universidade. Gere ainda 70 centros de saúde, 12 casas de acolhimento para idosos, 33 orfanatos, 43 jardins de infância, 12 seminários diocesanos e quatro centros catequéticos.