Duas décadas depois da independência, Timor-Leste tornou-se numa democracia onde as «liberdades fundamentais e a alternância democrática são respeitados», destaca antónio Guterres
Duas décadas depois da independência, Timor-Leste tornou-se numa democracia onde as «liberdades fundamentais e a alternância democrática são respeitados», destaca antónio GuterresO povo timorense tornou-se independente da Indonésia há exatamente 20 anos, num referendo organizado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Numa mensagem para assinalar a data, antónio Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, destaca que Timor-Leste se tornou numa democracia pujante, onde os direitos humanos, as liberdades fundamentais e a alternância democrática são respeitados.
Esta sexta-feira, 30 de agosto, é, por isso, um dia de celebrações e de recordações. Hoje comemoramos este progresso tão inspirador. ao mostrar o poder do multilateralismo, da diplomacia e das soluções políticas, Timor-Leste inspirou o mundo, refere Guterres, citado pelos serviços de comunicação das Nações Unidas. O responsável aproveita a data para manifestar as suas memórias deste dia.
Sempre fui um fervoroso defensor do povo timorense e do seu indeclinável direito à autodeterminação. De facto, se há algo de que me orgulho nos meus muitos anos de vida pública, é ter-me dedicado a esta causa e ter feito por ela o que estava ao meu alcance. Lembro-me vivamente da alegria que senti, há 20 anos, quando soube dos resultados do referendo, bem como das angustiantes semanas que se seguiram, até que finalmente foi possível convencer a comunidade internacional da necessidade de agir, lembra Guterres. O secretário-geral da ONU conclui a sua mensagem afirmando que o povo timorense pode contar com o apoio da ONU, e com o seu apoio pessoal, nos esforços rumo a um futuro cada vez mais inclusivo, próspero e promissor.