« a cultura estrutura a nossa vida e a nossa afetividade», mas pode modificar-se «ao longo da história», disse em Fátima o superior geral da Sociedade Missionária da Boa Nova, perante um público originário de um conjunto diverso de países
« a cultura estrutura a nossa vida e a nossa afetividade», mas pode modificar-se «ao longo da história», disse em Fátima o superior geral da Sociedade Missionária da Boa Nova, perante um público originário de um conjunto diverso de países a cultura é assunto de análise num curso onde participam pessoas nascidas na República Democrática do Congo, Moçambique, angola, Nigéria, Cabo Verde, Timor-Leste, Índia, Filipinas, Brasil, México, alemanha e Portugal. Esta formação é designada Curso de Missiologia e decorre ao longo de toda esta última semana de agosto, nas instalações dos Missionários da Consolata, em Fátima.
Depois de nos dias anteriores os formandos terem escutado as comunicações de antónio Couto, bispo na diocese de Lamego, de José Cordeiro, bispo na diocese de Bragança-Miranda, e de Teresa Messias, doutora em Teologia Espiritual, esta quinta-feira, 29 de agosto, é tempo de escutar a voz e experiência de vida de adelino ascenso, sacerdote e presidente dos Institutos Missionários ad Gentes, que desenvolveu experiência missionária no Japão, e que aborda o tema Literatura e Teologia.
Perante uma audiência com proveniências tão variadas, o sacerdote deu destaque à cultura. Nós carregamos com a nossa nossa bagagem cultural, com a nossa identidade. É algo que nós carregamos connosco, confere-nos a identidade e exerce a função de um filtro, permitindo, ou bloqueando, a entrada ao interlocutor. a cultura formata as nossas estruturas mentais e oferece-nos uma porção de códigos aos quais aprendemos a obedecer. a cultura estrutura a nossa vida e a nossa afetividade. Impõe limites ao nosso comportamento e protege-nos para nos mantermos no anonimato, explicou o sacerdote da Sociedade da Boa Nova.
O orador deixou uma dica à audiência – a cultura é um produto da criação humana, herdada do passado, mas modificando-se ao longo da história – demonstrou. Entre os muitos que escutam em Fátima adelino ascenso, está Sílvio Faria, sacerdote da congregação Salesianos de Dom Bosco. Depois de diversas experiências missionárias, sobretudo em Cabo Verde, o sacerdote de 40 anos dedica-se a preparar aqueles que partem para a missão, motivo pelo qual a sua participação neste curso assume especial importância. De Cabo Verde, Sílvio Faria transporta as memórias de um povo muito afável, acolhedor e que vive na simplicidade.