Enviado da ONU ao Iémen lamenta o facto da abertura do aeroporto de Sanaa ainda estar por acontecer, com voos humanitários já negociados ainda por realizar
Enviado da ONU ao Iémen lamenta o facto da abertura do aeroporto de Sanaa ainda estar por acontecer, com voos humanitários já negociados ainda por realizar a fragmentação do Iémen está a tornar-se numa ameaça mais forte e dramática, o que torna ainda mais urgente os esforços internacionais no processo de paz, acredita Martin Griffiths, enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) ao país. Não há tempo a perder e os riscos estão a tornar-se muito altos para o futuro alertou o profissional, na sessão do Conselho de Segurança que debateu esta semana a crise no Iémen.
Para o responsável, esta urgência contrasta com os esforços internacionais empreendidos até ao momento para solucionar o conflito onde cada etapa foi disputada, negociada, pressionada e atrasada. Exemplo disso é, segundo Martin Griffiths, a abertura do aeroporto de Sanaa, que ainda é esperada, e o facto de voos humanitários negociados por muitos meses ainda não terem iniciado.
Na mesma sessão, Ursula Mueller, secretária-geral assistente para os assuntos Humanitários, referiu que 300 mil pessoas deslocadas podem ficar expostas ao risco de cólera devido à iminente interrupção de serviços de água e saneamento. Outra das preocupações está relacionada com a redução de fundos para fornecer cuidados a crianças desnutridas, o que poderá levar à morte de 23 mil bebés que sofrem de malnutrição.
Perante este cenário, a ONU encontra-se a dirigir a maior operação humanitária do mundo, onde são assistidas 12 milhões de pessoas com água, alimentos, e prestação de cuidados de saúde. Segundo Ursula Mueller, apenas uma política sustentável pode abordar a grande crise humanitária no Iémen, onde a paz é mais necessária que nunca.