Procissão da Capelinha das aparições até aos Valinhos de Fátima para a realização de um momento celebrativo foi uma ocasião para apelar à necessidade de «diálogo que leve os povos à justiça e ao amor»
Procissão da Capelinha das aparições até aos Valinhos de Fátima para a realização de um momento celebrativo foi uma ocasião para apelar à necessidade de «diálogo que leve os povos à justiça e ao amor»Os peregrinos de Fátima caminharam da Capelinha das aparições até aos Valinhos, na noite da última segunda-feira, 19 de agosto, data em que é recordada a quarta visão que os três pastorinhos tiveram de Nossa Senhora do Rosário. O percurso foi marcado pela recitação do terço, e foi parte de um momento celebrativo que contou com a presença de milhares de peregrinos.

a noite ficou marcada por orações pelo Santo Padre, pela paz no mundo, pela renúncia ao egoísmo e ao consumismo, por um diálogo que leve os povos à justiça e ao amor, e para que a família seja o lugar da vivência do amor de Deus, indicam os serviços de comunicação do Santuário de Fátima.
Na manhã do mesmo dia, coube a Vítor Coutinho, sacerdote e vice-reitor do Santuário de Fátima, presidir a uma Eucaristia na Basílica da Santíssima Trindade, que assinalou a mesma data. Segundo o responsável, a visão dos pastorinhos em agosto de 1917 mostra que precisamos de nos sacrificar uns pelos outros, porque a vida só faz sentido quando nos importamos com os irmãos.
Tal atenção aos demais requer entrega de si e exige estar atento e solidário, e é nesse ponto que a história de Fátima mostra que na vida o nosso papel não é só fazer a nossa parte do bem, o sacrifício por reparação é fazer mais além daquilo que estamos habituados. Para Vítor Coutinho, a mensagem de Fátima demonstra que Deus está connosco porque a nossa vida se realiza se incluirmos os outros nas nossas histórias, porque a vida não é aventura solitária e precisamos levar a sério o que é dito na aparição de agosto.